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Pedro Nobre promete show contra Marajó no UFC SP

Pedro Nobre promete show contra Marajó no UFC SP Bruno de Lima/LANCEPRESS

Chamado de última hora, lutador recebe reportagem do LANCENET! na Brazilian Top Team, fala sobre sua estreia na organização e desejo de melhorar a vida da mãe

Pedro Nobre é um finalizador nato. Com 17 lutas no cartel, apenas três de seus combates terminaram na decisão dos juízes. Ele coleciona nove nocautes e quatro finalizações. É com esse estilo de ''matar ou morrer'' que o lutador ganhou a chance de estrear no maior evento de MMA do mundo no dia 19 de janeiro, contra Iuri Marajó, no UFC São Paulo, que acontece no Ibirapuera.

Aos 26 anos, Pedro foi convocado para suprir a baixa de George Roop em cima da hora. Apesar do pouco tempo de preparo, o lutador garante que mais do que a técnica, o preparo mais importante será no coração.

- A estratégia está sendo feita ainda. Fiquei sabendo da luta há poucos dias. Está muito em cima, então o jeito é treinar o coração e seguir nosso planejamento para sair com a vitória - disse o atleta da Brazilian Top Team, equipe do líder Murilo Bustamante.

Sobre o estilo de luta agressivo, Pedro garante que seu perfil dentro do octógono agrada não só aos fãs de MMA, mas também ao presidente do UFC Dana White.

- Todos gostam de ver e eu gosto de apresentar. O público que paga o ingresso, não merece outra coisa a não ser um show. É exatamente isso que será. Um Show! Se eu perder por decisão, nocaute ou finalização, dá no mesmo. Se for derrotado, prefiro que seja dando espetáculo. Vou para sair de lá vencedor. Se precisar fechar o olho e largar a mão, vou fazer isso. Quero ouvir o povo gritar e comemorar durante a minha luta - decretou o casca-grossa, que começou a treinar MMA em 2008.

Lutador se emociona ao falar da mãe: 'Eu luto por ela'

A nobreza de Pedro não está só no nome. Ao ser perguntado sobre os exemplos que têm na vida para se tornar um lutador melhor, ele não pensou duas vezes antes de apontar para fora do octógono e indicar sua verdadeira referência.

- Minha mãe é minha heroína. É até difícil falar. O sorifmento que ela teve para me criar... Se não fosse ela, eu não seria nada. Eu luto por ela, para dar uma vida melhor a ela. Minha mãe ainda é domestica, trabalha como empregada. Quero conseguir dar uma folga a ela, que já trabalhou demais. Luto para dar um futuro melhor para a minha familia - disse, emocionado, enquanto enxugava as lágrimas.

Mas, para se tornar um dos grandes nomes da nova geração do MMA brasileiro, Pedro revelou que não foi fácil convencer a família de que seu futuro seria lutar MMA profissionalmente.

- Quando eu coloquei na cabeça que seria profissional, tive de sair de casa. Meus pais não me mandaram embora, eu que saí mesmo. Minha mãe sempre falava:''A mãe não escolhe para um filho ser lutador''. Quando disse que seria profissional, ela não aceitou. Hoje, são meus fãs número um. É muito gratificante para mim. Mas minha mãe não assiste minhas lutas nem antes e nem depois. Não consegue - brincou o atleta do UFC.

Confira o restante do bate-papo com Pedro Nobre

Como você começou a lutar MMA?

Comecei treinando em Rocha Miranda. Sou do Faz Quem Quer, comunidade do Rio. O Xuxa, um amigo meu, me apresentou ao jiu-jitsu quando eu tinha 14 anos. Com 16, fiz muay thai e nao parei mais. Em 2008, fiz três lutas de MMA, ganhei as três e no fim daquele ano fiquei sabendo do endereço da Brazilian Top Team. Vim aqui para treinar, fiz o testes e passei. O Murilo Bustamante me deixou em período de experiência. Ele foi claro e me disse: ''Vou deixar você treinar aqui. Se você for útil para a minha equipe, eu vou deixar você ficar. Caso contrário, você segue seu caminho''. Completei os três meses e nesse periodo fiz uma luta no profissional. Nocauteei meu oponente em dois minutos. Depois, o Bustamante assinou o contrato comigo e desde então estou aqui.

Você está subindo de peso para aproveitar a chance no UFC. Pretender voltar para o peso mosca depois?

Essa categoria de 61 quilos é tranquila para mim. Estou só mantendo meu peso para perder o que falta na semana da luta. Minha vontade é lutar com 57 quilos. Me sinto melhor nessa. Mas sou funcionário. Se o Dana White falar que tenho de lutar com Jon Jones, eu luto, sem problemas (risos).

Seu apelido é ''The Rock'', mesmo do Pedro Rizzo, lenda do esporte. É uma homenagem a ele?

Sou fã dele. As caneladas que Rizzo dá, eu até tento fazer igual, mas não dá (risos). Há um tempo atrás, em uma luta dura, consegui nocautear no terceiro round com um chute na cabeça e depois disso me chamaram de ''The Rock''. Aí pegou

Fonte: LANCENET!

Por: Luis Fernando Coutinho


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